domingo, 25 de novembro de 2012
MUDEZ
Sob o guarda-sol,
Guardei a sombra de seus olhos
Verdes de mar.
Que me olharam e tanto pediram,
Os raios ofuscaram e
Não subentendi sua fala.
Confusa, perdi seu sorriso
Empalideci de tanta ausência
E guardei seus rastros
Sob o guarda-sol.
Não sei que rumo tomou
O verde de seus olhos, estes
Que tentaram falar-me
Mas não entendi o que queriam e
A viagem que pretendiam eles.
Amanhã, abrirei o azul do céu
Sobre nós sem os frequentes medos
E seus olhos saberão cortar o silêncio
Dessa mudez forçada.
(Para o João, irmão querido)
Dalva Molina Mansano
(pARA O jOÃO, MEU QUERIDO IRMÃO)
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