quarta-feira, 14 de novembro de 2012
CONJECTURAS
Esqueço-me do meu umbigo
E ponho-me com os olhos pregados no espaço,
Tenho uma conversa comigo
Em conjecturas, perguntas faço.
Quero, profundamente, quero
Saber se ética é algo que aprendemos
Ou se com ela nascemos,
Se agir eticamente também
Significa em princípio
Agir livremente
Em conformidade com o bem.
Responda-me Thomas Hobbes
Mostre-me em Leviatã
Se pela natureza da liberdade
Podemos matar o outro
Em nome do talismã
Apelidado de igualdade.
Cometer um crime tem dolo
Ou apenas culpa tratável,
Busque a máquina jurídica
Ajuda psicológica
E mostre-me a avaliação fatídica
Do ser ou não responsável,
De acordo com sua ótica.
Apelo à língua que designe,
Já que só ela consegue,
A força do ser e do estar,
Para que eu não peque nem negue
De Sartre dita a verdade
No imediato pós-guerra,
De que do homem a liberdade,
Igual duelo com espada,
É inexorável condenação na terra
E que, por ser livre, o homem é nada.
Sendo todos iguais, segundo Hobbes,
Abrimos mão da igualdade,
Se sairmos do estado de natureza.
O que é bem, o que é bom
Talvez as resposta esteja
Em sermos éticos de antemão.
Dalva Molina Mansano
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