sábado, 24 de novembro de 2012
DIGO NÃO AO SILÊNCIO
Por que silenciar a dignidade
de viver ou morrer
já que o verbo é a última tentativa,
centelha vislumbrada de início
ou cinza de restos de bem-querer.
Alma exposta em fagulha,
- Existência sem lógica –
lancinante e esmagadora
razão de vida absoluta.
Não!
Digo não ao silêncio,
não me peça, que não obedeço
de antemão, sei da inglória luta,
mas o verbo existe irracional
na ponta da língua ardente
da emoção que por mim fala
grita, jamais cala.
Não silencio o que me escapa
da alma, vaza pelos olhos.
Eis a sensibilidade absurda
de meus versos em sol maior,
não silencio seus raios
Porque não posso.
Dalva Molina Mansano
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