sábado, 8 de setembro de 2012
PERDI
Perdi a mão amiga e o sorriso
De boas vindas
Perdi seu abraço natural
Que está em mim ainda
Pago pena por tê-lo evitado
Naquele dia fatal
Perdi a palavra doada
E de sua força a certeza
Perdi a companhia certa
De suas mãos a defesa
Na garganta que me aperta
Perdi o som de sua voz
E a gargalhada comigo
Solitária em dor atroz
Perdi e não há saída
Para essa perda inevitável
Ficou em mim a ferida
Exposta à lágrima incurável.
Perdi o afeto sem fronteiras
Que me iluminava em triste momento
Perdi a fala na notícia derradeira
Só não perdi a saudade e o lamento
O macio de sua mão
A gostosa falta de cerimônia comigo
Perdi a sinceridade humilde
Em nós sinal da força em união
Como convém entre amigos
Perdi sua capacidade exclusiva
De envolver-se
E a lição de perdoar a mim mesma
Em pecado
Perdi a sua lógica tão simples
Sem do amor abster-se
De aceitação do que não seria alterado.
Restou-me o choro e a visão
A lembrar-me dia a dia em quatro meses
De suas lágrimas e as minhas no portão
No baixar das cortinas a revezes.
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Que bom você ter me visitado! Deixe-me o encanto de suas palavras. Obrigada.