sexta-feira, 7 de setembro de 2012
PEDRAS VERDES
Sobre a mesa de cabeceira jaz
de pedras verdes o colar,
tênue fio de esperança rompida
a lembrança na janela do olhar
guardada na página esquecida
a flor de açucena desfolhada, a esperar.
Geme lá fora o vento triste
rompe a noite, sangra e dilacera
um grito fino e cortante em riste
decepa a asa do vôo noturno, encarcera
o rastilho sensível e lúbrico no escuro,
esconde a sensual chama em aurora revoltada
e poucas folhas emolduram o silêncio duro.
Brada o duplo parto na noite pranteada
de dor e saudade que andam em par
desde ontem na esperança descarrilada,
perdem-se as pedras do colar,
surgem as cores da lembrança desbotada
que o fio já não pode sustentar.
Dalva Molina Mansano
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Que bom você ter me visitado! Deixe-me o encanto de suas palavras. Obrigada.