domingo, 23 de setembro de 2012
À JANELA
À janela, todas as noites
ela
Em profundo silêncio
sombrio
De emoção, carregada
Juntou
à água a sua saudade.
À espera de que surgisse
O amado
ao raiar do dia
Perturbou-se a superfície
Límpida,
Esperanças espantadas por ondulações.
Angústia
e desamparo ecoaram
sonoros
Em sua voz solitária,
ao relento.
Foi este mais um trágico
caso
De amor sem flor,
fruto
ou rebento.
Dalva Molina Mansano
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Que bom você ter me visitado! Deixe-me o encanto de suas palavras. Obrigada.