segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
RUBRO DAS ÁGUAS
Eu vi tanto do meu sangue espalhado
Num país em que nossas línguas se misturam.
No brejo das almas eu vi desta carne,
E repisei os passos que se foram.
Dos abraços recebidos houve um
Que era mais meu que os outros envolvidos.
Deste recebi a mensagem que guardei
De que ali estava o vermelho em cada gota.
Misturamos as línguas em mudas lágrimas,
Juntos escorremos no rubro das águas.
Dalva Molina Mansano
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Inspiração em indignação em meio a estranho derramamento.Um poetar com as cores vivas que se misturam no nesta mudas linguas.
ResponderExcluirUma linda semana a voce.
Meu terno abraço.
Um poema onde a dor e a guerra se fazem presente.
ResponderExcluirUm abraço