segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
PERGUNTAS
Tenho gostado das perguntas que me fazem.
Elas me levam a refletir sobre mim mesma e,
consequentemente, a dedicar-me um tempo.
Sei que mereço esta atenção, que pouco me dou.
Claro, são perguntas e jamais deixo de responder,
quando sou interrogada.
Posso não corresponder à intenção das questões,
entretanto, tento e, se não as satisfaço,
busco melhorar a performance,
mesmo que seja só para mim, posteriormente.
Lanço mão, agora, das perguntas de Pablo Neruda,
para que, quem sabe, o alguém me responda:
"Não sentes também o perigo
na gargalhada do mar?
Não vês na seda sangrenta
da papoula uma ameaça?
Não vês que floresce a macieira
para morrer na maçã?
Não choras rodeado de riso,
com as garrafas do olvido?"
(In Pablo Neruda - Livro das perguntas - XXXIX)
Dalva Molina Mansano
Janeiro de 2013
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