segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
CADEIRA AZUL
Foto colhida do Google
Voz que passa no fiapo do tempo
E surda cai no branco do papel,
rumina sons incompreensíveis.
O vazio perdido no canto,
nesta tarde sobre a cadeira azul
em que se balançam vultos
silentes no vai e vem.
Vestem-se de branco,
ensimesmados em pensamentos
que não são de paz.
Engulo seco diante do aviso
de cuidado com as falhas.
Tudo silencia
nesta falta de poesia.
Sangra em mim a lembrança
e escrevo placidamente
sobre o macio dos olhos seus.
Encosto a porta,
entrego tudo a Deus.
Dalva Molina Mansano
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Olá Dalva!
ResponderExcluirMuito interessante o teu poema. Parece ter meio sobrenatural.
Um beijinho :)
Cris Henriques
http://oqueomeucoracaodiz.blogspot.com