Dalva Molina-Encantamento

Dalva Molina-Encantamento
QUINTAL DE CASA

sábado, 25 de agosto de 2012

O SILÊNCIO DAS PALAVRAS









Virei um açude involuntário

e estanquei em mim as palavras.

Foram presas na garganta

como que cercadas em um cubículo

de cujas grades queriam fugir.

Calada a voz,

o coração disparou

e gritos sufocados

bramiam em meu peito!

Quedem, por favor,

para que eu dormir possa!

Em vão imploro

e arrastam-me elas

vertedouro abaixo...

desaguam meus olhos

e confluem com este rio...

palavras soltas,

comportas abertas.

Eis meu poema!







(Dedico este poema à amiga/poeta Tânia Meneses, pois AGORA entendi (perfeitamente) o que quis dizer com “pedir demissão do sofrimento de ser poeta” - com carinho)









Dalva Molina Mansano

Abril/2010



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