Dalva Molina-Encantamento

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QUINTAL DE CASA

sábado, 11 de agosto de 2012

HAVIA UM HOMEM

O único jeito que tenho para homenagear meu pai, hoje, é dizendo um pouco da grandeza que ele foi. Por isso, pai, é para o Senhor que escrevi estes versos (tão simples), porém tão verdadeiros! Sinto sua presença aqui perto de mim, então, receba-os que eles têm o mesmo carinho das suas mãos, que me ajudavam a atravessar as ruas.




HAVIA UM HOMEM

...



Havia um homem,

Que honrava as calças

E tinha orgulho do nome.



Não precisava de subterfúgios.



Havia um homem,

Cujas barbas impunham

Respeito e sobriedade.



Havia um homem,

Que respeitava o semelhante

E se fazia respeitar.



Havia um homem

Que não frequentou escolas,

Mas era um sábio.



Ensinava com exemplos.



Havia um homem

De sorriso largo e bonito,

Olhar transparente de luz.



Que não escondia maldade,

Porque não a conhecia,

Vivia muito bem sem ela.



Havia um homem,

Que soube fazer feliz

A mulher que tinha e amava.



Havia um homem,

Grande e honroso pai

Que criou dez filhos.



Era um mestre dentro do lar.



Criou filhos dignos e humildes,

Reflexos do espelho que ele foi

E imitadores de seus feitos.



Havia um homem

Que jamais será esquecido,

Pois a iniquidade passou-lhe ao longe.





Havia um homem,

Que deixou belas lembranças

E exemplos de vida.



Havia um homem,

Que permanece em sua descendência

Sem constrangimento velado.



Havia um homem,

Um homem chamado Antônio,

Que deixou saudades.



Simplesmente Antônio.




Dalva Molina Mansano





2 comentários:

  1. Bela homenagem, Dalva. O meu pai também era Antonio; sou a sua caçula. Abraço, parabéns por seu blog.

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    1. Anita, muito agradecida pela visita! Seu pai, Antônio, certamente está em boa companhia. Ambas somos caçulas de Antônios e os dois eram de boa cepa! Bjos

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Que bom você ter me visitado! Deixe-me o encanto de suas palavras. Obrigada.