O único jeito que tenho para homenagear meu pai, hoje, é dizendo um pouco da grandeza que ele foi. Por isso, pai, é para o Senhor que escrevi estes versos (tão simples), porém tão verdadeiros! Sinto sua presença aqui perto de mim, então, receba-os que eles têm o mesmo carinho das suas mãos, que me ajudavam a atravessar as ruas.
HAVIA UM HOMEM
...
Havia um homem,
Que honrava as calças
E tinha orgulho do nome.
Não precisava de subterfúgios.
Havia um homem,
Cujas barbas impunham
Respeito e sobriedade.
Havia um homem,
Que respeitava o semelhante
E se fazia respeitar.
Havia um homem
Que não frequentou escolas,
Mas era um sábio.
Ensinava com exemplos.
Havia um homem
De sorriso largo e bonito,
Olhar transparente de luz.
Que não escondia maldade,
Porque não a conhecia,
Vivia muito bem sem ela.
Havia um homem,
Que soube fazer feliz
A mulher que tinha e amava.
Havia um homem,
Grande e honroso pai
Que criou dez filhos.
Era um mestre dentro do lar.
Criou filhos dignos e humildes,
Reflexos do espelho que ele foi
E imitadores de seus feitos.
Havia um homem
Que jamais será esquecido,
Pois a iniquidade passou-lhe ao longe.
Havia um homem,
Que deixou belas lembranças
E exemplos de vida.
Havia um homem,
Que permanece em sua descendência
Sem constrangimento velado.
Havia um homem,
Um homem chamado Antônio,
Que deixou saudades.
Simplesmente Antônio.
Dalva Molina Mansano
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Bela homenagem, Dalva. O meu pai também era Antonio; sou a sua caçula. Abraço, parabéns por seu blog.
ResponderExcluirAnita, muito agradecida pela visita! Seu pai, Antônio, certamente está em boa companhia. Ambas somos caçulas de Antônios e os dois eram de boa cepa! Bjos
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