Derramei sonhos
e enchi meu quarto deles.
Rompeu o dia
e suas arestas me cortaram
a carne.
Árvore desfolhada
e pétalas que enfeitam o chão.
Formigas passeiam
e eu sou tão pequena
quanto elas.
Descobri que os sonhos
devem ficar seguros
dentro do coração.
Assim, eles não caem
e ninguém os pisa.
LONDRINA, 15 DE ABRIL DE 2008.
Dalva Molina Mansano
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Que bom você ter me visitado! Deixe-me o encanto de suas palavras. Obrigada.