A casa nos fundos
guardava as emoções:
a mãe, o pai, os filhos.
Na frente, havia o comércio
para a sobrevivência
da grande família;
o pai lutava contra a maré
na labuta insana
para manter
a descendência em pé!
contudo, não desanimava
(-meus filhos não puxarão enxada).
Aos herdeiros mais velhos,
primeiros na peleja,
ficaram belas histórias
para contar;
As crianças
brincavam no quintal
e não se davam conta
do tamanho de seus domínios.
Tudo era imenso!
No fogão à lenha,
a mãe aquecia o lar:
com todos os sabores da eternidade!
Simples flores no jardim
em cores alegres e perfumes singelos;
cercas de balaústres
deixavam vazar os sonhos,
mangueiras para subir
e jogar caroço lá de cima.
A alvorada tinha cantar de galos
no terreiro e na vizinhança.
O verde da horta
tinha o sabor
da terra vermelha:
ferro e aço
no sangue e no braço!
À tardinha,
já na boca da noite,
os vizinhos reuniam-se
em frente às casas:
conversas jogadas fora,
arrancadas do coração;
Estrondosas gargalhadas e
causos de assombração.
Os pequenos não se misturavam
com gente grande,
no pega-pega corriam
noite adentro.
Postes apagados...
cortaram a luz!
Ficou apenas
o lume da saudade.
Dalva Molina Mansano
dez.2009
Saudades, saudades, tempos idos , memoria ativa. Muito bonito!
ResponderExcluirMãe, escreva mais! Eu te amo e amo ler tudo que você escreve! São palavras pra eternidade... eu te amooooooooooooooooooooooooooooo muito muito muito!
ResponderExcluirMinha linda amiga!
ResponderExcluirQue versos mais puros, sublimes, encantadores! Fotografam a tua história, de maneira nobre, bela!Parabéns! Visitar-te foi um presente de Natal!Beijos mil!bemtev
Mui belo!!
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