sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
NÃO VOU E NÃO IREI
As frutas continuam lá
Amarelas como ouro
A chamar os tolos
Não vou e não irei
Há espinhos nas galhas
E a certeza indubitável
Do azedume ao invés de néctar
Não vou e não irei
Cairão e apodrecerão
Sem que eu corra riscos
Já foi o tempo
De adentrar seara alheia
Não vou e não irei
Ficamos assim
Elas perdendo-se lá
Eu a me encontrar aqui
Não vou e não irei
Dalva Molina Mansano
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Muito engraçado como este poema nos remete a uma lembrança, mas penso que vou,irei e deixarei que o suco da fruta boa escorra pelo peito.rsrs.
ResponderExcluirFicou linda a expressão decidida.
Minha amiga adorei este passeio e com sua licença compartilhei seu poema no Face com todos os dominios.
Um abração carinhoso.
Beijo de paz na alma.