quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
LIBERDADE
LIBERDADE
Ainda que me quebrem os braços,
Ainda que me extirpem a língua,
Meu pensamento colherá flores
E dirá, em versos, de quem são.
Há tesouros escondidos
na obscuridade,
além da próxima esquina.
Mister é descobri-los,
Antes que piratas
_ com olhos bem abertos _
Carreguem a riqueza.
No fundo desta taça,
Com a qual brindo a verdade,
Vejo sobre a penteadeira
O perfume francês
E o batom escolhido
Para te enlouquecer.
Não, não vou embora pra Pasárgada
nem pra canto nenhum.
Quero aqui ficar
Procurando tesouros
na arte de viver.
O máximo que farei
será sobrevoar jardins
e buscar o mistério das pétalas.
Dentre elas destacarei
as que me lembram
que não sou amiga do rei.
Dalva Molina Mansano
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