segunda-feira, 29 de outubro de 2012
ALUMBRAMENTOS
Repare em torno
Veja as coisas de hoje
As falas desconexas
As danças
O lobo faminto nas estepes
E a autonomia dos homens
Intemperanças
Há um redemoinho
De águas poluídas
Um sem parar
De vontades incontidas
A independência humana
Não expulsa o entorpecimento
Deixe em você o seu pensamento
E acredite nesta minha voz insana
Não há perfeição
Em um ser isolado
Fuja do lobo
esqueça o chamado
O que há é o ter sentimento
E o amor em conjunção,
Em sucessivos alumbramentos
De um gostar condensado.
Dalva Molina Mansano
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Nada mais lindo que estar sob o efeito de um alumbramento.A inspiração se aconchega docilmente.
ResponderExcluirUm abração.