Dalva Molina-Encantamento

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QUINTAL DE CASA

terça-feira, 23 de outubro de 2012

O BEM E O MAL







Abro os jornais diários e leio as notícias referentes às atitudes político/partidárias dos homens eleitos pelo povo, em todas as esferas de suas representatividades.
De repente, meu pensamento voa para longe das páginas. Elas ficam por algum tempo abertas em minhas mãos, sem olhos que as leiam.

Na viagem de minha mente, pouso na filosofia do grego Aristóteles e tento associar as ideias dele aos dias atuais. Dizia que deveria haver uma profunda ligação entre a ética e a política.

O Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, aponta o verbete Ética como “o estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana, do ponto de vista do bem e do mal”.

Com base em informações reais colhidas em pesquisas realizadas em 158 cidades, Aristóteles afirma (em sua obra Ética a Nicômaco) que ética e política são ciências que se influenciam mutuamente.

Penso que ética é algo que se aprende, pois não se nasce ético. Em se aprendendo, temos o dever de contribuir para que alguém se torne ético.
O que é o bem? O que é bom? Ora, agir eticamente significa, em princípio, agir livremente, em conformidade com o bem. Essa ciência não pode ser impregnada de leis, entretanto há códigos de conduta. Isto significa que, quando agimos em busca de um bem, começamos a agir eticamente.

A virtude pressupõe conhecimento racional. Embora ela não seja razão pura, é aplicação da razão e esta, naturalmente, governa o sentimento e a emoção. Desta forma, a virtude ética é uma atitude da razão que deve ser exercida com sabedoria.

Já vimos que é através da prática do bem que o homem pode tornar-se virtuoso. Portanto, não é por saber o que é justiça, que as pessoas são consideradas justas, mas por praticá-la.

Após este rápido voo sobre os estudos filosóficos de Aristóteles, volto meu pensamento à atualidade e dou de encontro com as ações políticas dos governantes e seus asseclas. Então, caio na dúvida metódica de Descartes. Mais precisamente, na segunda e terceira regras, em que tratou da constância da vontade, ou seja, que haja ação sem hesitação e moderação nos desejos. “E que o homem deve antes vencer a si próprio do que à fortuna; que nem tudo deve estar inteiramente sob o seu poder, a não ser o pensamento. Isso o impediria de desejar algo que não pudesse adquirir.”

Fecho os jornais, descanso os braços e ainda me dou o direito de sonhar. Sonho com seres humanos que se identifiquem com a maior preocupação de Sócrates, a de que os homens podem viver melhor. Sonho, ainda, com que esses mesmos homens pensem conforme São Tomás de Aquino, que a ética parte do princípio da existência de Deus e que o mal é a ausência do bem.



Dalva Molina Mansano
2012

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