sexta-feira, 7 de setembro de 2012
FEZ-SE MULHER
Um dia a conheci
trazida pelo destino.
Depois de muitas voltas,
mãos ocultas a trouxeram
por onde eu havia de passar
e ali a puseram.
Vendavais, tempestades
Palavras desconexas,
brincadeiras, verbos
desconsertados,
comportamento arredio.
Algo havia, porém
Que não combinava
Com os gestos:
Os olhos e o coração!
Enquanto palavras
Acendiam labaredas,
eles imploravam
Afeto e paixão.
A alma despejava
pedidos, implorava
Compreensão.
No andar do tempo,
a criança fez-se mulher
E surpreendeu àqueles
que não a sabiam enxergar.
Desceu do galho,
guardou as pedras e
desfez-se do estilingue.
O coração e os olhos
são os mesmos
e continuam
atirando amor!
Dalva Molina Mansano
(Com carinho, para minha sobrinha Érica)
Maio 2010
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