quarta-feira, 2 de outubro de 2013
AMORAS MADURAS
Estou pensando num fato que me ocorreu hoje, pela manhã, e que realizou um sonho que tenho, desde menina.
Deixei de lado as roupas no varal, sem sequer voltar a pensar nelas. Novo dia, vida nova. Eu tinha vistoria imobiliária a fazer. À noite sou professora, durante o dia, vistoriadora.
Meu marido e eu juntamos os apetrechos necessários (e a vontade), após a chuva da madrugada, e lá fomos nós no cumprimento do dever.
O imóvel era uma casa antiga, desocupada há bastante tempo e sem sinais de passos humanos naquele quintal, para minha inteira realização.
Explico: No fundo do quintal, a surpresa, algo que eu procurava havia muito tempo. UM PÉ DE AMORAS SILVESTRES, carregadinho delas maduras, negrinhas como a asa da graúna, diria Alencar. Ah, como sonhara com isto! Tantos pés encontrei depois da infância, mas quando eu chegava, era tarde, já. Só me sobravam aquelas rosadinhas e azedas.
Desta vez, senti-me um urso europeu, lambuzando-me daquela cor tão linda de amoras maduras, doces feito mel e saborosas, como deliciosos eram meus dias de infância em minha gostosa terra natal. Lá fiquei bons minutos, entre pássaros, folhas verdinhas, amoras doces e limpas e a infância que voltou mágica e magistralmente.
Tenham todos um bom dia, com sabor de amoras maduras.
Dalva Molina Mansano
14:55
02.10.13
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