Dalva Molina-Encantamento

Dalva Molina-Encantamento
QUINTAL DE CASA

domingo, 20 de outubro de 2013

MARIANA ÍRIS DOROTEIA


Imagem: Google

Mariana Íris Doroteia sempre se perguntou por que lhe teriam dado esse nome. Seria, talvez, mais um capricho arranjado a ela pelo destino e aceitou. Nunca interrogou ninguém sobre os motivos pelos quais assim a nomearam. Guardou para si a curiosidade.

Foi tocando a vida, imaginando que o próprio nome tivesse algo a ver com sua essência e com seu desejo de viver bem, de alegrar-se com pequenas coisas e sempre pensava que tudo fosse consequência da lei de causa e efeito.

Viveu a garota um tempo sem fim, porque criança não percebe os passar das horas e dos dias. Na verdade, criança sequer olha o relógio.

Os dias correram, para ela, entretanto, não corriam, iam vagarosamente levando, no mesmo passo, as duas, ela e a felicidade, que era companheira constante e amiga inseparável. Não percebia que, quando se é criança e feliz, tempo passa com vagar.

Nessa falta de pressa, cuidou de brincar, de olhar os caminhos das formigas, de relaxar à sombra das árvores, ouvir músicas e cantar. Amou pura e inocentemente.
Quando menos esperava, a alegria deu sinais de que partiria e Mariana Íris Doroteia, em sua essência, não compreendeu os motivos da racionalidade que não desejava a ela o mesmo que ela desejava para si e para os outros. Seria o mal um engano de conhecimento e o bem estaria longe dos princípios universais?

Percebeu que não tinha forças para segurar o tempo, tampouco para apagar o caminho de ir. Restavam-lhe apenas os rastros da chegada até ali e sabia que, certamente, o vento os apagaria, cobrindo-os com a poeira do tempo.

Não haveria mesmo como interferir. Entregou-se a mais esse capricho arranjado pelo destino.
Questionava-se, como sempre o fez, todavia não sabia a quem responsabilizar, pois as ações pareciam ser todas necessárias e sem lugar para culpabilidades.
Então, aprendeu a conviver com suas dúvidas e a ninguém responsabilizaria. Ponto.

Assim, mesmo sem se afastar de sua essência, trilhou caminhos diferentes, todavia nunca soube o porquê de Mariana Íris Doroteia.


DALVA MOLINA MANSANO

20.10.13
19:52

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

EDELWEISS


Imagem:Google: fotosearch

Flor de verão em clima temperado.
Escalemos a montanha na entrega
ao amor, em presente representado.
Dádiva advinda de sonhos que ao abismo
Tudo arriscamos, sem medo tentamos.
Vale o risco pela beleza em pétalas,
Oh, suave e doce flor do amor, aberta.

PELA VONTADE DIVINA


Imagem: Google


Olhos verdes,
Sorriso de anjo no colo do Pai.
Raio de luz do mais lindo dia,
Nada a diminui
Perante a humanidade.
Perfeita e completa
Pela vontade Divina.


Dalva Molina Mansano

16.10.13
16:03

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

MANSO COLIBRI


Foto : Suzete Torres - Google

MANSO COLIBRI

O trinar de tua poesia eu canto a ti,
fina e delicada, manso colibri.
De teu canto suave teço a canção,
enquanto visitas aqui e ali, então
as alegrias distribuídas em flores.
Beijas o perfume que te dão, amores


Dalva Molina Mansano
04.10.13
10:34


Foto de Suzete Torres
Google

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

AMORAS MADURAS


Estou pensando num fato que me ocorreu hoje, pela manhã, e que realizou um sonho que tenho, desde menina.
Deixei de lado as roupas no varal, sem sequer voltar a pensar nelas. Novo dia, vida nova. Eu tinha vistoria imobiliária a fazer. À noite sou professora, durante o dia, vistoriadora.
Meu marido e eu juntamos os apetrechos necessários (e a vontade), após a chuva da madrugada, e lá fomos nós no cumprimento do dever.
O imóvel era uma casa antiga, desocupada há bastante tempo e sem sinais de passos humanos naquele quintal, para minha inteira realização.
Explico: No fundo do quintal, a surpresa, algo que eu procurava havia muito tempo. UM PÉ DE AMORAS SILVESTRES, carregadinho delas maduras, negrinhas como a asa da graúna, diria Alencar. Ah, como sonhara com isto! Tantos pés encontrei depois da infância, mas quando eu chegava, era tarde, já. Só me sobravam aquelas rosadinhas e azedas.
Desta vez, senti-me um urso europeu, lambuzando-me daquela cor tão linda de amoras maduras, doces feito mel e saborosas, como deliciosos eram meus dias de infância em minha gostosa terra natal. Lá fiquei bons minutos, entre pássaros, folhas verdinhas, amoras doces e limpas e a infância que voltou mágica e magistralmente.
Tenham todos um bom dia, com sabor de amoras maduras.

Dalva Molina Mansano

14:55
02.10.13