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Andorinha-voando
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Eu sou aquela que voa e se esquece do manche em pleno voo.
Testo, também, a minha flutualidade em rios profundos, que suponho navegáveis.
Desta forma, testando e me atirando no vácuo,
busco em mim o que comprove a lenda de Arquimedes em Siracusa e descubro quanto me resta ainda de essência e quanto me foi raptado. Heureka!
Sou fruto da liberdade que me dou e com ela sobrevoo planícies,
vales e rochedos. Sou liberta igual o pássaro, que canta de galho em galho e amiga da borboleta que viaja entre as flores.
Bebo da mais límpida e clara água do rio, a escorregar preguiçosamente, bem na fonte onde ninguém ainda pôs os pés.
Canto como canta o rouxinol, no momento em que quero e a mim dou esse direito.
Assim sou, porque dos anos foi isto que recebi e com eles vou aprendendo, a cada dia, a lição de ser livre com a felicidade, no instante em que me apraz a liberdade.
Perco-me de mim em pleno voo, pois a poesia da vida me conduz,
porém sei voltar à plataforma de embarque e pisar no chão, maciamente
e voltar refeita do dia-a-dia, assim como voltam as andorinhas.
Dalva Molina Mansano
10/02/2013
15:25
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TEXTO INSPIRADO NA CONVERSA QUE TIVE COM MINHA CUNHADA, MARIA ELENA, A QUEM O DEDICO POR OCASIÃO DE SEU ANIVERSÁRIO.