Dalva Molina-Encantamento

Dalva Molina-Encantamento
QUINTAL DE CASA

domingo, 17 de fevereiro de 2013

FEITO O ALECRIM QUE PERFUMA OS CAMPOS





Foto: google



Eu gosto da boa erva,
esta em que você se transformou
e espalha felicidade verdadeira.
Dizer que gosto é pouco,
então, digo que amo.
O rosto da boa erva é lindo,
ela brinca, faz micagens e me traz alegrias.
Recebe-me na janela
e acaba com o meu cansaço, espanta as olheiras.
Espalha a beleza aos que dela fazem uso
e sorri como um anjo bom.
Um sorriso espalhado,
que é pra mim e pra todos nós.
Suave e bom para o meu coração,
feito o alecrim que perfuma os campos.

Dalva Molina Mansano
(para o meu filho)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

LIBERDADE DESAFORADA

Foto google



Elas brincam perambulando, entre ramos de acácias.
Espantam aquele incômodo de terem asas
e não quererem voar, às vezes...
E tão repentinamente rabiscam no ar um trajeto,
o desaforo da liberdade.


Dalva Molina Mansano
Fev. 2013

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

ABOTOADO





ABOTOADO
Ah, esse menino da língua pregada
que não consegue dizer o recado
Ah, esse verso em poesia (de) mente aluada
Guarde sua intenção no poema abotoado


Dalva Molina Mansano

FLOR MODIFICADA


Começa a semana, dormem os foliões
esquecidos momentaneamente do carnaval.
A saia, que era branca, amarelou
cansada de brilhar entre passos e serpentinas.

Escorre, por ela, o final da festa
e ali no canto ela ainda resiste
como a flor modificada,
de sorriso amarelo.


Dalva Molina Mansano
Segunda-feira de carnaval
11022013
Foto:

•♠• Berrin •♠•

O BEIJA-FLOR




Ele preparou o voo,
abriu a roda
feito o mestre-sala
da poesia,
à natureza.

Elegantemente,
fez reverência
a ela,
porta-estandarte,
em festa.



Dalva Molina Mansano
segunda-feira de carnaval
11/fev. 2013



Foto
•♠• Berrin •♠•

domingo, 10 de fevereiro de 2013

EU SOU AQUELA...


Foto do Google:
Andorinha-voando
fotosbonitas.com


Eu sou aquela que voa e se esquece do manche em pleno voo.
Testo, também, a minha flutualidade em rios profundos, que suponho navegáveis.

Desta forma, testando e me atirando no vácuo,
busco em mim o que comprove a lenda de Arquimedes em Siracusa e descubro quanto me resta ainda de essência e quanto me foi raptado. Heureka!

Sou fruto da liberdade que me dou e com ela sobrevoo planícies,
vales e rochedos. Sou liberta igual o pássaro, que canta de galho em galho e amiga da borboleta que viaja entre as flores.

Bebo da mais límpida e clara água do rio, a escorregar preguiçosamente, bem na fonte onde ninguém ainda pôs os pés.
Canto como canta o rouxinol, no momento em que quero e a mim dou esse direito.

Assim sou, porque dos anos foi isto que recebi e com eles vou aprendendo, a cada dia, a lição de ser livre com a felicidade, no instante em que me apraz a liberdade.

Perco-me de mim em pleno voo, pois a poesia da vida me conduz,
porém sei voltar à plataforma de embarque e pisar no chão, maciamente
e voltar refeita do dia-a-dia, assim como voltam as andorinhas.

Dalva Molina Mansano
10/02/2013
15:25

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TEXTO INSPIRADO NA CONVERSA QUE TIVE COM MINHA CUNHADA, MARIA ELENA, A QUEM O DEDICO POR OCASIÃO DE SEU ANIVERSÁRIO.




sábado, 9 de fevereiro de 2013

ASSIM



ASSIM
Tão bom é passear no parque,
ver as plantas orvalhadas.
Melhor ainda é atravessar a ponte,
felizes e de mãos dadas.

Dalva Molina Mansano
fFVEREIRO DE 2013



fOTO DO GOOGLE